“[…] Já se sentia fraca, as lágrimas já lhe serviam de aconchego; o mundo podia olhar mas ninguém repararia na dor que aqueles olhos sabiam sentir. Sua cama era como seu porto seguro, procurava pôr nos sorrisos a unica verdade que sabia poder existir em si. Tinha a alma feito uma águia, livre e forte; apenas não sabia ainda. Procurava em palavras a orientação e tal conforto que ninguém mais podia dar. Era menina sozinha, olhar brilhante e longe e com as palavras ríspidas. Não era de um todo uma pessoa meiga, fruto da isolação, talvez. De todas as histórias que por vezes leu e releu, sabia que a sua nunca seria como um conto, seria mais uma história trágica; mais uma história para depois, para quem a quisesse ouvir. Era ela a história mais inaudível que alguém pode contar.”
- Chrystinna Guimarães
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